responsabilidade socioambiental e sustentabilidade

Conhecimento e tecnologia a serviço da saúde

A água é vida. Por isso, precisa ser bem tratada e ter qualidade. Nas estações de tratamento, a água dos mananciais passa por alguns processos que retiram suas impurezas, tornando-a potável. Só que a manutenção das condições de potabilidade da água fornecida aos domicílios depende de uma ampla rede de monitoramento de sua qualidade.Essa rede inclui vários pontos de coleta de amostra spara análise em laboratórios dotados de tecnologia de ponta para detectar concentrações mínimas de substâncias ou bactérias nocivas à saúde humana.

embasa1Esse controle, realizado pelos prestadores do serviço de abastecimento de água, é determinado pelo Ministério da Saúde e fiscalizado pelas Vigilâncias Sanitárias municipais e estaduais. Ele é fundamental para garantir a segurança da água distribuída por sistemas públicos.

embasa2“A água é um solvente universal capaz de dissolver grande quantidade de substâncias que representam risco à saúde como metais, toxinas e agrotóxicos.Sem falar da presença dos coliformes fecais. O papel do processo de tratamento é reduzir a concentração desses e de outros componentes encontrados na água bruta aos valores máximos permitidos pela legislação*¹. O monitoramento completa esse trabalho, verificando o antes e o depois do tratamento”, explica o supervisor de análises laboratoriais, Júlio César Mato Grosso.

A empresa conta com 484 laboratórios,sendo que no Laboratório Central (Salvador) são feitas as análises de alta precisão. Por mês, uma média de 308,3 mi amostras é analisada e os resultados orientam os técnicos envolvidos no tratamento e na distribuição como ajustar seus processos para garantir o cumprimento dos parâmetros definidos pelo Ministério da Saúde.

A rede de monitoramento de qualidade da água da Embasa é a mais completa do Norte-Nordeste, conta Conhecimento e tecnologia a serviço da saúde o gerente do Laboratório Central, Fabrício Aleluia,químico que participa das câmaras técnicas sobre o assunto da embasa3Associação Brasileira das Empresas Estaduais de Saneamento (Aesbe) e do Ministério da Saúde.

“Nos quesitos dimensão e avanço tecnológico,competimos com as empresas estaduais de saneamento de São Paulo (Sabesp), Paraná (Sanepar), Minas Gerais (Copasa) e Rio Grande do Sul (Corsan)”, afirma.

Precisão e eficiência

Pessoal altamente capacitado e equipamentos avançados capazes de trabalhar em turnos de24 horas automaticamente garantem precisão e eficiência ao monitoramento da qualidade da água na Embasa. Os cromatógrafos líquido e gasoso podem identificar compostos derivados de petróleo e de agrotóxicos na água em concentrações bem inferiores aos valores máximos permitidos.Essa precisão permite à empresa adotar medidas preventivas no manancial ou na rede distribuidora,protegendo a saúde das pessoas, pois esses elementos diluídos em água, se consumidos por um longo tempo, prejudicam o sistema imunológico, a capacidade reprodutiva ou causam câncer.

O cromatógrafo de íon faz a análise automática de compostos misturados à água bruta, como o sulfato, o glifosato, o cloreto e o nitrato. Este último, se inalado por muito tempo, pode causar alterações e doenças no sangue. Com o ultra freezer do Laboratório Central, uma grande quantidade de amostras é mantida sob uma temperatura de -20°C,otimizando a detecção de toxinas produzidas por bactérias presentes na água dos mananciais.

Tecnologia avançada não se resume a equipamentos de alta precisão. O que diferencia o trabalho da Embasa são métodos de análise singulares, muitos deles desenvolvidos por seus técnicos. Um exemplo é o método do substrato cromogênico, uma solução eficaz e de baixo custo. “O método permite a detecção, na mesma análise, dos coliformes em geral e do Escherichia Coli em particular”, resume a química Juliana Amaral, do laboratório regional de Vitória da Conquista. Em forma de pó, a substância deixa a amostra amarelada quando há coliformes.Para detectar o E. Coli, basta submeter a mesma amostra à iluminação ultravioleta. Esse método gera uma economia anual de R$ 1,2 milhão.

A análise por microextração de tubo para detectar surfactantes aniônicos (detergentes utilizados na lavoura) também foi desenvolvido por equipesda Embasa. O método foi premiado pela Rede de Saneamento e Abastecimento de Água (Resag),criada para melhorar a capacitação laboratorial na área de qualidade. Na foto, veja que quanto mais colorida a parte inferior do tubo, maior a concentração de detergente na solução.