medicina preventiva
prevenir é melhor do que remediar

Como reduzir os riscos das doenças coronarianas

A prevenção de doenças é uma das quatro tarefas essenciais da medicina, ao lado da promoção à saúde, recuperação e reabilitação. As ações preventivas são traçadas a partir do estudo epidemiológico, que avalia os dados da doença relativos à vigilância, análise e experimentação dos fatores físicos, biológicos, sociais, culturais e comportamentais que influenciam a saúde. Na cardiologia, a medicina preventiva é ainda mais importante.

dr gilson feitosa cardiologistaSegundo a Organização Mundial de Segundo a Organização Mundial de Saúde, as doenças cardiovasculares são as que mais matam no mundo, à frente do câncer, do álcool e, pasmem, das guerras. Em 2018, foram quase 18 milhões de óbitos. No Brasil, já foram quase 240 mil até agosto de 2019, aponta a Sociedade Brasileira de Cardiologia.

A medicina preventiva detecta fatores de risco esugere ações de enfrentamento. O cardiologista e diretor de Ensino e Pesquisa do Hospital Santa Izabel, Dr. Gilson Feitosa, conta que o estudo de Framingham, em Massachusetts (EUA), iniciado no Framingham, em Massachusetts (EUA), iniciado no final da década de 40, foi fundamental para identificar os riscos associados ao coração. “A iniciativa da Universidade de Boston reuniu uma comunidade com características próprias que passou por exames anos a fio. Isso permitiu compreender o desenvolvimento das doenças coronarianas e identificar os fatores de risco”, afirma.

 Fatores de risco
De acordo com Dr.Gilson Feitosa, os fatores de risco imodificáveis englobam sexo e idade, ouseja, homens e idosos são mais propensos às doenças coronarianas. Os riscos clássicos são independentes e passíveis de modificação, pela mudança de hábitos e medicamentos. São eles o tabagismo, a hipertensão, o alto nível de colesterol ruim no sangue e o diabetes melittus. O sedentarismo e a obesidade são potencializadores dos demais fatores. “O que precisamos fazer para prevenir doenças coronarianas é reduzir os fatores de risco”, diz o médico. 

Tabagismo - O Brasil é referência mundial no combate ao tabagismo, segundo a OMS. Na última década, o País reduziu em 40% o número de fumantes. O saldo é resultado das campanhas e restrição das propagandas comerciais de cigarros. Inimigo do coração, o cigarro aumenta o acúmulo de gordura nas artérias, dificulta a circulação sanguínea e deixa o indivíduo mais vulnerável ao infarto.

Hipertensão - “A hipertensão arterial é silenciosa. A não ser que esteja muito elevada, a pessoa não apresenta sintomas”, afirma Dr. Gilson Feitosa. Cerca de 35% dos brasileiros são hipertensos, aponta o Ministério da Saúde. A hipertensão estreita os vasos sanguíneos e obriga o coração a fazer força para bombear o sangue, favorecendo ataques cardíacos. “Os médicos de todas as especialidades deveriam ser estimulados a aferir pressão”, afirma o médico.

Colesterol - “Deve-se evitar dietas mirabolantes, sem comprovação científica. Dieta saudável é a que evita a gordura visível do alimento, ovos em excesso e gordura saturada. Embora o mundo vegetal não produza colesterol, a gordura vegetal saturada interfere no metabolismo. A dieta balanceada deve privilegiar legumes, frutas, peixes, frangos e carne vermelha, de forma equilibrada”, destaca o especialista. Colesterol alto aumenta os riscos de doenças do coração.

Diabetes - O Atlas da Federação Internacionaldo Diabetes (IDF) indica 425 milhões de diabéticos no mundo, sendo que 80% das mortes de diabéticos têm relação com doença cardiovascular. No Brasil, são quase 13 milhões de diabéticos. Desafio médico atual, o diabetes está ligado à obesidade, que tem crescido no mundo. O excesso de peso causa resistência à insulina, e o diabetes se instala. “Toda geração apresenta uma perspectiva de vida maior que a anterior. Se nada for feito, pela primeira vez a humanidade vai sofrer uma retração nesses números, e a nova geração vai viver menos que a anterior”, alerta Dr. Gilson.

Como proteger o seu coração

  • Evite cigarros e bebidas alcoólicas;
  • Evite cigarros e bebidas alcoólicas;
  • Opte por uma alimentação saudável, livre de açúcares e gorduras saturadas;
  • Reduza o consumo de produtos industrializados;
  • Pratique atividade física regularmente;
  • Faça seus exames clínicos periodicamente;
  • Se estiver sob uso de medicamentos, respeite rigorosamente as orientações do seu médico.