medicina preventiva
prevenir é melhor do que remediar

Protagonismo é efetivo no combate à obesidade e ao diabetes

As doenças crônicas possuem um diferencial em relação às demais enfermidades. Uma atitude de protagonismo no que se refere ao auto cuidado contribui de maneira cabal para o tratamento, podendo, inclusive, interrompe ra necessidade de uso de medicamentos. “A mudança do estilo de vida do portador da diabetes, por exemplo, com a prática de atividades físicas e a escolha de uma alimentação saudável, pode levar à perda de peso e normalização dos índices da glicemia, suspendendo o uso de medicações”, afirma o coordenador do serviço de Medicina Preventiva da Promédica, Dr. Wigberto Azevedo. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 16 milhões de brasileiros sofrem com o diabetes. O Brasil é o quarto colocado no ranking de países com mais número de casos, atrás da China, Índia e Estados Unidos.

dr wigbertoDe acordo com Dr. Wigberto Azevedo, o diabetes tem uma prevalência em torno de 8% na população brasileira. De acordo com Dr. Wigberto Azevedo, o diabetes tem uma prevalência em torno de 8% na população brasileira.O grande problema é que a doença é, na maioria dos casos, silenciosa, o que a torna ainda mais perigosa. Muitos pacientes descobrem a doença apenas quando param em uma emergência ou quando o médico solicita um exame de glicemia. “A questão é que, em diversos casos, ao ser diagnosticado, o paciente já apresenta lesões significativas em órgãos importantes. O diabetes, resumidamente, é o aumento do açúcar no sangue. Esse açúcar permanentemente aumentado promove alterações, sobretudo vasculares, em partes vitais, como rim, coração, sistema nervoso, retina e circulação periférica”, explica o médico.

As lesões podem causar consequências irreversíveis, como infarto, AVC, insuficiência renal e até amputação de membros, pela dificuldade de cicatrização de feridas. A solução é o diagnóstico precoce, aliado com a adesão ao tratamento. Daí a importância de realizar avaliações médicas periódicas. “Os exames de rastreio são de baixo custo e pouco invasivos, o que facilita o acesso à população”, ressalta o coordenador do serviço da Promédica. A operadora de plano de saúde desenvolveu um programa específico para tratar esses pacientes, para melhorar a qualidade de vida. O foco inicialmente é trabalhar a adesão medicamentosa, já que, segundo Dr. Wigberto, menos de 60% das pessoas diagnosticadas com diabetes no Brasil mantêm o tratamento.

Obesidade – O diabetes tipo 2, com maior incidência entre os casos e relacionado ao histórico familiar e à rotina de vida do paciente, tem relação estreita como excesso de peso. Dados do Ministério da Saúde apontam que cerca de 80% dos pacientes obesos são diagnosticados com diabetes. É considerado obeso o indivíduo com Índice de Massa Corpórea(IMC) acima de 30. Esse índice demonstra a relação entre peso e altura. “Um IMC entre 25 e 30 já indica sobrepeso. O ideal é que o número seja mantido entre 20 e 25”, esclarece Dr. Wigberto. A OMS indica que um em cada oito adultos no mundo é obeso. Em razão do número assustador, já há um movimento no sentido de melhorar a qualidade dos alimentos industrializados, com redução de sódio, de calorias ede quantidade de gorduras.

Stop – Sentindo-se responsável pelo cuidado efetivo de seus beneficiários, a Promédica criou o Serviço deTratamento para Obesidade, reunindo uma equipe multidisciplinar. Médicos, nutricionistas, psicólogos,enfermeiros e fisioterapeutas dão o suporte necessário, para que esse público possa aderir de forma efetiva ao tratamento e mudar os hábitos diários. Além de assistencial, o Stop é também um serviço educativo, que promove reuniões com os participantes, para incentivar a manutenção do tratamento, compartilhar experiências e fornecer as orientações necessárias. Os acompanhamentos são feitos de forma individualizada, e cada paciente recebe um pacote de orientações conforme seu status clínico. Os pacientes são encaminhados às consultas do programa pelos médicos da rede que identificam a obesidade. A participação nos grupos de apoio, no entanto, é aberta aos demais pacientes que estão com sobrepeso.