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*Por Larissa Voss Sadigursky, pneumologista da Clínica Clivale do Salvador Norte Shopping, do Salvador Shopping e da Calçada

O surto de pessoas infectadas pelo Coronavírus na China (na cidade de Wuhan), posteriormente propagado pelo mundo, chamou a atenção dos agentes de saúde e órgãos como a Organização Mundial da Saúde pela intensidade da pneumonia provocada pelo vírus. Chamado pela OMS de doença respiratória aguda COVID-19, o vírus já chegou ao Brasil e está na fase de transmissão comunitária, registrando, até o fechamento deste artigo (08/04/2020), 14.085 casos confirmados por balanços das secretarias estaduais de Saúde, conforme dados divulgados pelo Ministério da Saúde. Na Bahia, foram contabilizados 462 casos até o momento. A OMS classificou a atual epidemia como emergência de saúde pública de interesse internacional. Na prática, a decisão tem um peso político e envia um sinal aos países membros da entidade, como o Brasil, que adotem ações coordenadas, o que inclui vacinas e tratamentos, além de práticas de precauções como verificação de viajantes em portos, aeroportos, medição de temperatura e monitoramento de quem chegou de viagem, mesmo que sem sintomas. Neste momento, a recomendação é evitar viagens, aglomerações e passagens por aeroportos ou rodoviárias.

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Os temas relativos à saúde, alimentação balanceada,atividade física e afins nunca estiveram tão em voga. Apesar disso, as doenças com maiores riscos letais estão ligadas às escolhas que as pessoas decidem encarar no dia a dia. Isso significa que, muito embora os indivíduos demonstrem mais preocupação com o estilo de vida saudável, o índice daqueles que efetivamente colocam essa rotina em prática ainda é baixo. “É realmente paradoxal, porque todo esse conhecimento não foi suficiente para a humanidade alcançar um ganho satisfatório de qualidade de vida”,afirma o nutricionista Daniel Cady. Ele garante que com pequenas mudanças de hábitos, é possível conquistar grandes resultados e uma melhoria significativa na qualidade de vida a longo prazo. Mas enfatiza: “O mais importante é a decisão, é querer mudar”.

Não há como falar de qualidade de vida sem mencionar, entre seus pilares, a prática de atividade física. A lista de benefícios adquiridos com a rotina regular de exercícios é enorme e ultrapassa a conquista de um corpo escultural, sendo crucial ao bom funcionamento do organismo e ao envelhecimento saudável. Para usufruir de todos os proveitos que os exercícios podem proporcionar, o indivíduo precisa estar orientado por um profissional de educação física capacitado,que analise seu quadro e prescreve o que for mais adequado às suas necessidades e limitações.

Ambientes que valorizam o bem-estar interferem na produtividade e comportamento das pessoas. Essa relação entre arquitetura e seu impacto no cérebro é objeto da neuroarquitetura, que é o estudo da neurociência aplicada à arquitetura. Ela propõe soluções arquitetônicas voltadas à qualidade de vida,que favoreçam o relaxamento e a concentração.“Vivemos na era da informação, e o detentor da informação é o ser humano. Esse momento requer criatividade, efetividade, produção, tudo vinculado às pessoas. É fundamental, portanto, que as empresas cuidem do seu material humano, se quiserem alcançar suas metas”, afirma a consultora em sustentabilidade, Magali Morales.

O Brasil é o segundo colocado no ranking dos países mais estressados do mundo, atrás apenas do Japão, de acordo com a última pesquisa da International Stress Management Association (Isma - Brasil), em 2017. Apesar da estatística, o psicoterapeuta, Jordan Campos, deposita uma dose de esperança nos brasileiros ao afirmar que essa realidade pode ser modificada com esforço e dedicação. Lidar com tantas demandas distintas ao mesmo tempo não é tarefa simples, mas investir no autoconhecimento tem se mostrado uma ótima solução. “As pessoas recorrem a livros de autoajuda e remédios psiquiátricos, mas a resposta está no gerenciamento emocional, no entendimento dos limites do corpo, respeitando-os,e no investimento em uma educação que priorize esse autoconhecimento”, afirma o especialista.

Há muitos anos sabemos que cada indivíduo constitui um mundo bioquímico único, que sofre a interferência direta de fatores como alimentação, estresse, atividade física, fatores emocionais e comportamentais e, mais recentemente, podemos notar uma influência cada vez mais forte do intestino, em diversas funções do organismo.

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